SFCB Advogados

Notícias
< voltar

SFCB conduz operação de investimentos de gestor francês

Fonte:

05/09/2017

O Moringa, gestor francês de fundos de investimentos de impacto – que exigem retorno socioambiental, além de financeiro -, fez sua primeira aposta no mercado brasileiro. Com a proposta de investir em projetos agroflorestais, comprou uma participação minoritária, não revelada, na Floresta Viva, empresa que produz palmito pupunha com sede em Cananeia

É o quinto investimento do Moringa e faz parte de um fundo de € 85 milhões. Segundo Hervé Bourguignon, presidente do gestor, 40% desse valor já foi investido. O foco são projetos agroflorestais em países da África Subsaariana e da América Latina. O Moringa já trabalha na capitalização de um novo fundo com a mesma estrutura de investimentos.

O Moringa foi criado pelo Edmond de Rothschild Group e pela ONF International, subsidiária internacional do Departamento Nacional de Florestas da França.

O valor a ser investido na empresa brasileira será dividido em três parcelas anuais, sendo a primeira neste mês. Após a terceira parcela, prevista para setembro de 2019, o Moringa terá participação de cerca de 55% na Floresta Viva, afirmou Roberto Pini, um dos fundadores da empresa.

Ele acrescentou que as demais parcelas do aporte estão condicionadas à obtenção de uma produção, em dois anos, 100% orgânica e certificada pelo IBD ou pela Ecocert. A Floresta Viva foi fundada como empresa este ano para poder receber o investimento, mas existe desde 2013, quando os sócios compraram a Fazenda São Pedro, em Cananeia (SP), onde o palmito é produzido. Além de palmito, a fazenda tem uma área de madeira de lei. “A ideia é vender madeira de lei certificada em 20 anos”, disse o sócio da Floresta Viva.

Segundo Pini, a primeira parte do aporte será direcionada à construção de uma fábrica para o envasamento do palmito. Hoje, o palmito produzido é vendido ou o envasamento é feito por terceiros.

O plano é produzir palmito a ser comercializado com a marca Floresta Viva, com menos glutamato de sódio e o selo de certificação. Um dos desafios, segundo o executivo, é produzir com adubação apenas orgânica. Atualmente, disse Pini, há 500 mil mudas no viveiro da empresa e a projeção é que sejam produzidas 800 mil hastes de palmito em 2019.

“Estamos fazendo a adubação verde [com leguminosas para enriquecer o solo com nitrogênio], mas ainda usamos uma parcela de fertilizantes químicos”. Segundo ele, há dois anos não são usados agrotóxicos nos solos da Fazenda São Pedro.

O Moringa já fez três investimentos na América Latina: em café na Nicarágua, coco e limão em Belize, e cacau no Peru. Segundo Bourguignon, outros apertes no Brasil não são descartados. A transação fechada no país com a Floresta Viva foi assessorada pela Essentia Partners e SFCB Advogados.

< voltar
Voltar ao topo